Sobre a Beleza de Apagar Velinhas

10.3.16



Sim!!! Estou ficando velhinha, e isso é incrível. Nunca entendi qual é dessas pessoas que ficam mentindo a idade, que não gostam de fazer aniversário. Talvez elas tenham medo da velhice ou não querem abrir mão da adolescência. O que não acontece comigo, é claro! ADORO apagar velinhas, renovar a idade. Sei lá, mas me bate aquela mesma sensação típica das festas de fim de ano, sabe? É como se a cada primavera (verão, no meu caso) eu tivesse mais uma chance de fazer diferente. De fazer algo que as outras idades não me permitia.


Nunca gostei de anteceder e nem de atropelar idades. Sempre achei todas as minhas idades lindas e as vivi cada uma no seu tempo. Não sei como é a vida a partir dos 26 anos, mas até aqui viver tem sido incrível. Poder ter histórias pra contar é quase tão bom quanto à sensação da própria história vivida em si.

Quanto mais o tempo passa mais acontecimentos bons e ruins vão surgindo. São novos amigos que você vai fazendo pelo caminho enquanto outros vão sendo deixados para trás. São parentes que vão chegando e outros que vão para o reino de Deus. São sensações incríveis que você vai querer levar para o resto da vida e hora ou outra quando a nostalgia bater você vai querer insanamente voltar no tempo e vivê-las de novo. Terão também sensações que você vai querer com todas as suas forças esquecer e desejar que elas nunca tivessem acontecido.

Felizes os que têm muitas idades. Felizes os que, num mundo tão violento, conseguem apagar muitas velinhas. Felizes os que conseguem desfrutar de todas as fases das vidas, dos que terão o privilégio de compartilhar com seus netinhos todas as histórias de sua juventude. Felizes os que têm rugas de tantos sorrisos que já deram nessa vida. Felizes os que têm a testa frisada de tanto sol na cara olhando horizontes diferentes. Felizes os que têm as mãos calejadas de tantas batalhas travadas. Felizes os que têm os pés cansados de tantos caminhos percorridos. Felizes os que têm a pele enrugada de tantos corpos que já acalentaram, abraçaram. Felizes os que têm o cérebro repleto de memórias e precisam esquecer umas para abrir espaço para as que estão chegando. Felizes os que têm o coração pesado de tanto amor recebido.

Se a velhice for como dizem os livros e as novelas, e eu imagino que seja. Aguardarei ansiosamente para usufruir toda sabedoria que ela me disponibilizará e ficarei muito feliz em dizer RESPEITEM MEUS CABELOS BRANCOS.



4 comentários:

  1. Emocionante,assim como a vida,tbm quero ter o privilégio de pagar, varias velhinhas....
    Parabéns novamnete, pelo belo texto, que mais uma vez pode aprender e ter a sensaçãozinha de como é chegar aos 26 anos.
    Feliz Aniversário e que possamos apagar muitas e muitas velhinhas, só assim saberemos que estamos inteiramente juntas,bj

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    1. Obrigada Tó. Que a gente possa apaga muitas velinhas, de preferências juntas <3

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  2. Homi toda vez que venho aqui no blog fico me perguntando se a Bárbara que escreve esses textos tão bonitos é a mesma louca que eu conheci e que dividia cachorro quente! Comentando em post antigo só p afirmar que admiro muito o q vc escreve, e fico feliz de ter histórias p contar que vivi contigo! Felicidades aos anos que chegam p gente!

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    1. Jaaannneee boeeee, ainda não tinha visto esse comentário, que lindinho <3 <3 <3 . já tô doidinha pr passar uma temporada ai no DF pertinho de tu pra gente ter muitas outras histórias e eu publicar aqui no blog. Felicidade pra gente!!!!!

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