Sobre Viver de Amor

4.8.17

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Quantos amores teremos na vida? As possibilidades são incontáveis, talvez ama-se um infinito de pessoas ou talvez apenas um amor se guarde para toda a vida. Mas, isso seria impossível saber, posto que diariamente amores cotidianos nos saltam os olhos e o peito.


Uma vez amei por meio segundo uma menina que estava passando no ônibus enquanto eu estava na parada. Ela me amou também, me esperou subir e sentar naquela cadeira vazia ao seu lado, eu a esperei descer e pegar o próximo ônibus comigo. O sinal abriu e o amor acabou ali na luz verde que dava o sinal para passarem novos amores.


Há amores que duram um beijo na balada ou um show de um cantor desconhecido, outros nem beijos tem, ficam naquela troca de olhares entre as luzes ou troca de mensagens via celular. Também aqueles que se estendem por quilômetros e enlarguecem os fios de telefone. Ainda há aqueles que nunca irão se cruzar na vida, mas que o idealizamos e talvez existam em algum lugar desconhecido ou na rua da sua casa. Sempre há um amor ideal que nunca passará por nós ou as vezes não nos damos conta que já o possuímos.


Existe o amor que nos adoece, que nos transforma em monstros, maníacos ou psicopatas ou nos fazem vitimas de tais. Esses simplesmente são destrutivos e por vezes nos deixam com medo de amores futuros, mas sempre há cura para essa doença.


Tem gente que ama e desama, várias vezes ao longo da vida, a mesma pessoa. É como se um nó os unisse de tal forma que nunca se romperá e por mais que se queira sair você simplesmente acaba voltando. Uma vez me disseram que esse tipo de amor como voltar para casa. Você viaja o mundo todo e tem alegrias, mas sente pleno ao voltar para o lar.


Há amores de infância, da velhice, paixões arrebatadoras na adolescência, amores e mais amores ao longo de nossas vidas. Há desamores também, que de tão amargos nos fazem tristes e carrancudos, mas talvez a tristeza de um amor dolorido lhe faça mais feliz que nunca ter amado. Há também aqueles que passam pela vida sem amar nada além de si mesmo e não irei me aprofundar sobre estes, não seria capaz de defini-los.


Existe amor que termina com final feliz e tudo fica bem entre as partes, já outros o final saí rasgando a alma de alguém ou dos dois. Porém, mais doloroso deve aquele amor infindo que deixa apenas uma vaga esperança que se tenha um fim.


E sim, há aquele amor que nos tira a paz e nos envolve, que nos faz sentir todos os clichês do mundo. As borboletas que reinavam o estômago, os sinos soavam ao longe e as mãos criavam gelo. O amor que me enche a alma de vida me traz o coração à boca. Desse amor guardo as melhores lembranças e a eterna esperança de revivê-lo. Não que precise ser com a pessoa que primeiro me fez sentir, apenas desejo que ele exista em mim novamente. Por fim me defino amorosamente amante do amor, ele é meu combustível, minha sina e meu amor.





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